{"id":3306,"date":"2008-07-11T22:26:12","date_gmt":"2008-07-12T02:26:12","guid":{"rendered":"http:\/\/piel-l.org\/blog\/?p=3306"},"modified":"2008-07-11T22:26:12","modified_gmt":"2008-07-12T02:26:12","slug":"dr-george-barros-leal-a-informacao-a-servico-da-dermatologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/3306","title":{"rendered":"Dr. George Barros Leal: A Informa\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o da Dermatologia"},"content":{"rendered":"<p>Dr. George Barros Leal Jr. \u00e9 dessas pessoas que ama viver. F&atilde; de rock, pai de dois filhos, com quem prioriza a conviv&ecirc;ncia e a divers&atilde;o com responsabilidade, e amante da informa&ccedil;&atilde;o, foi precursor de uma das ferramentas mais importantes para uni&atilde;o da \u00e1rea de dermatologia no Brasil e no mundo. O Jornal Eletr&ocirc;nico da Dermatologia Dermlist.<\/p>\n<p> O Dermlist existe desde 1997 e re\u00fane mais de 1000 especialistas de 17 pa\u00edses. Nele, profissionais trocam id\u00e9ias sobre casos cl\u00ednicos, condutas terap&ecirc;uticas, esclarecem d\u00favidas, e muito mais, atrav\u00e9s do sistema de e-mail, tendo como l\u00edngua oficial, a portuguesa.<\/p>\n<p><!--more--><br \/> Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, formado pela Universidade Federal do Cear\u00e1 e pela Miami School of Medicine \/ Jackson Memorial Hospital (Miami\/USA), Dr. George uniu a curiosidade sobre eletr&ocirc;nica e Internet ao conhecimento de dermatologia. <\/p>\n<p>Conhe&ccedil;a um pouco dessa trajet\u00f3ria: <\/p>\n<p>Como escolheu a \u00e1rea m\u00e9dica e a dermatologia? <\/p>\n<p>Por tend&ecirc;ncia familiar. H\u00e1 v\u00e1rias gera&ccedil;&otilde;es de m\u00e9dicos na fam\u00edlia &#8211; o irm&atilde;o de meu bisav\u00f3 foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no Rio de Janeiro, em 1912. A decis&atilde;o de seguir pela mesma \u00e1rea aconteceu por identifica&ccedil;&atilde;o e amor, e foi racional e amadurecida por autoconhecimento, ap\u00f3s \u00f3tima experi&ecirc;ncia na cirurgia ontol\u00f3gica\/geral\/pl\u00e1stica, pr\u00e9-requisito da \u00e9poca. <\/p>\n<p>Como dermatologista, quais pr&ecirc;mios j\u00e1 conquistou e a que deve cada um deles? <\/p>\n<p>O mais especial deles foi ter meu nome citado, em agradecimento, no marco da dermatologia mundial que \u00e9 o livro &quot;Dermatologia&quot;, de Sampaio\/Rivitti, \u00faltima edi&ccedil;&atilde;o. Devo essa cita&ccedil;&atilde;o &agrave; bondade de nosso querido Prof. Sebasti&atilde;o Sampaio, um dos fundadores do Dermlist. <\/p>\n<p>Como come&ccedil;ou sua rela&ccedil;&atilde;o com a inform\u00e1tica e como decidiu us\u00e1-la para unir o conhecimento m\u00e9dico? <\/p>\n<p>Quando estava no sexto ano de medicina nos Estados Unidos, fiquei hospedado com um primo que estava no p\u00f3s-doutorado de F\u00edsica e lidava muito com computa&ccedil;&atilde;o. Em 1983-84, em curso no Hospital do C&acirc;ncer (INCA) do Rio de Janeiro, ia ocasionalmente na sala dos computadores, por curiosidade. Em 1987, trabalhei com o professor Marcio Lobo, em Recife, ele mesmo um grande admirador da inform\u00e1tica, que gostava de ouvir as pequenas programa&ccedil;&otilde;es que eu j\u00e1 fazia em computadores rudimentares, na \u00e9poca. No in\u00edcio dos anos 90 tamb\u00e9m fiquei muito animado com a computa&ccedil;&atilde;o ouvindo umas fitas k7, acredito que patrocinadas pela SBD, em que ouvi o Prof. Jayme de Oliveira Filho falar maravilhas da informatiza&ccedil;&atilde;o do consult\u00f3rio. <\/p>\n<p>Como surgiu o Dermlist? De onde surgiu a id\u00e9ia de um f\u00f3rum mundial? <\/p>\n<p>Quando fui ao Meeting de 1986 em Washington, praticamente ningu\u00e9m sabia o que significavam grandes fl&acirc;mulas expostas, com tr&ecirc;s letrinhas: WWW. Nem eu! A Internet estava se popularizando. <\/p>\n<p>Voltei do congresso com um bom equipamento para navega&ccedil;&atilde;o, e logo descobri as ferramentas de busca, no seu in\u00edcio, e a partir da\u00ed, encontrar a lista americana pioneira RxDerm foi um pulo! Havia tamb\u00e9m um artigo recente de Arthur Huntley e cols, sobre Internet, no Jornal da Academia Americana de Dermatologia. Passei ent&atilde;o a ser um ass\u00edduo participante do RxDerm, e logo fui convidado a ser editor para a publica&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s desta revista. Na lista americana conheci alguns colegas brasileiros, e sentindo que havia espa&ccedil;o para uma lista em portugu&ecirc;s, e j\u00e1 sabendo como administrar uma lista, formatamos o Dermlist. <\/p>\n<p>Qual o objetivo de sua cria&ccedil;&atilde;o? <\/p>\n<p>A possibilidade de uma ampla divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento dermatol\u00f3gico, sem barreiras, para dermatologistas em todos os quadrantes do globo, a custo m\u00ednimo, de forma imediata, para seu aprimoramento profissional.<br \/> Qual a import&acirc;ncia de ter um f\u00f3rum que re\u00fane profissionais de 17 pa\u00edses, mas falando apenas a l\u00edngua portuguesa?<br \/> Como fomos os pioneiros, muitos colegas de outros pa\u00edses foram se inscrevendo, enquanto surgiam grupos similares em seus pr\u00f3prios pa\u00edses. E praticamente todos nos entendem, e vice-versa, devido &agrave;s grandes semelhan&ccedil;as das duas l\u00ednguas. Uma \u00e9poca at\u00e9 se inscreveram um colega da Gr\u00e9cia e outro da Ar\u00e1bia Saudita, que usavam tradutor online. E participavam, ap\u00f3s traduzirem do portugu&ecirc;s para ingl&ecirc;s e vice-versa, enviando suas sugest&otilde;es. <\/p>\n<p>Quem constr\u00f3i o Dermlist? Qual sua periodicidade? <\/p>\n<p>Eu mesmo monto o Dermlist. Nos primeiros anos era apenas texto simples mesmo, nos sistemas de email (tal qual a RxDerm at\u00e9 hoje ainda \u00e9!). Depois, passamos a fazer em doc, com mais recursos, posteriormente aprendi a trabalhar com Netscape Composer e Front Page, fazendo em html. Atualmente, temos uma parceria com o Instituto John D. Stiefel que, atrav\u00e9s da empresa 3DGarage, faz a p\u00e1gina em asp. Este modelo b\u00e1sico foi constru\u00eddo por eles especialmente para o Dermlist, e fui bem treinado para montar as edi&ccedil;&otilde;es. Nos primeiros anos, o Dermlist era enviado diariamente. Depois, fomos percebendo que era melhor assimilado se fossem tr&ecirc;s edi&ccedil;&otilde;es semanais &#8211; e \u00e9 este o modelo que estamos usando at\u00e9 hoje. <\/p>\n<p>Como s&atilde;o escolhidos os temas de cada jornal? <\/p>\n<p>S&atilde;o casos cl\u00ednicos ou pedidos de sugest&otilde;es colocados pelos pr\u00f3prios participantes (denominados dermlisters). Ocasionalmente, colocamos um caso ou situa&ccedil;&atilde;o para discuss&atilde;o, dependendo de alguns fatores. Estamos tamb\u00e9m trabalhando h\u00e1 algum tempo no projeto de INTEGRACAO LATINO- AMERICANA EM DERMATOLOGIA, e toda semana trazemos casos das listas venezuelana e colombiana para aprecia&ccedil;&atilde;o por parte dos dermlisters. H\u00e1 uns tr&ecirc;s anos, fizemos uma interessante enquete entre nossos colegas, sobre o que mais gostariam de ver discutido, e estamos implementando este desejo. Agora, atrav\u00e9s desta parceria com o Instituto, ficar\u00e1 mais f\u00e1cil colocar isso em pr\u00e1tica.<br \/> De que forma essa intera&ccedil;&atilde;o \u00e9 importante para a SBD e os m\u00e9dicos dermatologistas de todo o pa\u00eds?<br \/> Desde o inicio, adotamos o crit\u00e9rio de s\u00f3 inscrevermos s\u00f3cios da SBD, em qualquer categoria, ou ent&atilde;o estagi\u00e1rios ou residentes ainda n&atilde;o-s\u00f3cios, mas mediante apresenta&ccedil;&atilde;o por parte do staff. Esta triagem \u00e9 importante, principalmente se considerarmos a &quot;liberdade&quot; da rede, e um pa\u00eds onde infelizmente ainda ocorre tanta automedica&ccedil;&atilde;o e\/ou condutas\/procedimentos pass\u00edveis de serem encetados por profissionais que n&atilde;o s&atilde;o de nossa \u00e1rea.<br \/> Adicionalmente, permite aos v\u00e1rios colegas de nossa lista, com altos cargos na SBD, ter um perfil do\/a dermatologista atuante no Brasil, desde aqueles instalados nos grandes centros como os de pequenas cidades do pa\u00eds. Acho que importante para a SBD este feedback. <\/p>\n<p>Qual a liga&ccedil;&atilde;o do Dermlist com o Instituto John D. Stiefel? <\/p>\n<p>Por iniciativa da Dra. Patricia Pertel, que j\u00e1 havia sido apresentada ao Dermlist quando ainda residente, surgiu a id\u00e9ia da parceria. Como o Instituto \u00e9 totalmente voltado para o aperfei&ccedil;oamento profissional do dermatologista, ela identificou no Dermlist um parceiro para seus objetivos, e convidou-nos para esta feliz participa&ccedil;&atilde;o!<\/p>\n<p> <em>As informa&ccedil;&otilde;es dispon\u00edveis nesta Newsletter foram publicadas por terceiros. O Instituto John D. Stiefel n&atilde;o necessariamente compartilha com as opini&otilde;es destas informa&ccedil;&otilde;es e nem se responsabiliza pela exatid&atilde;o de seu conte\u00fado e nem pelas condutas ou par&acirc;metros de trabalho<br \/> <\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dr. George Barros Leal Jr. \u00e9 dessas pessoas que ama viver. F&atilde; de rock, pai de dois filhos, com quem prioriza a conviv&ecirc;ncia e a divers&atilde;o com responsabilidade, e amante da informa&ccedil;&atilde;o, foi precursor de uma das ferramentas mais importantes para uni&atilde;o da \u00e1rea de dermatologia no Brasil e no mundo. O Jornal Eletr&ocirc;nico da &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[153],"class_list":["post-3306","post","type-post","status-publish","format-standard","","category-comunicaciones-importantes","tag-dermlist"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3306"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3306\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/piel-l.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}