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Dr. George Barros Leal: A Informação a serviço da Dermatologia

Dr. George Barros Leal Jr. é dessas pessoas que ama viver. Fã de rock, pai de dois filhos, com quem prioriza a convivência e a diversão com responsabilidade, e amante da informação, foi precursor de uma das ferramentas mais importantes para união da área de dermatologia no Brasil e no mundo. O Jornal Eletrônico da Dermatologia Dermlist.

O Dermlist existe desde 1997 e reúne mais de 1000 especialistas de 17 países. Nele, profissionais trocam idéias sobre casos clínicos, condutas terapêuticas, esclarecem dúvidas, e muito mais, através do sistema de e-mail, tendo como língua oficial, a portuguesa.


Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, formado pela Universidade Federal do Ceará e pela Miami School of Medicine / Jackson Memorial Hospital (Miami/USA), Dr. George uniu a curiosidade sobre eletrônica e Internet ao conhecimento de dermatologia.

Conheça um pouco dessa trajetória:

Como escolheu a área médica e a dermatologia?

Por tendência familiar. Há várias gerações de médicos na família – o irmão de meu bisavó foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no Rio de Janeiro, em 1912. A decisão de seguir pela mesma área aconteceu por identificação e amor, e foi racional e amadurecida por autoconhecimento, após ótima experiência na cirurgia ontológica/geral/plástica, pré-requisito da época.

Como dermatologista, quais prêmios já conquistou e a que deve cada um deles?

O mais especial deles foi ter meu nome citado, em agradecimento, no marco da dermatologia mundial que é o livro "Dermatologia", de Sampaio/Rivitti, última edição. Devo essa citação à bondade de nosso querido Prof. Sebastião Sampaio, um dos fundadores do Dermlist.

Como começou sua relação com a informática e como decidiu usá-la para unir o conhecimento médico?

Quando estava no sexto ano de medicina nos Estados Unidos, fiquei hospedado com um primo que estava no pós-doutorado de Física e lidava muito com computação. Em 1983-84, em curso no Hospital do Câncer (INCA) do Rio de Janeiro, ia ocasionalmente na sala dos computadores, por curiosidade. Em 1987, trabalhei com o professor Marcio Lobo, em Recife, ele mesmo um grande admirador da informática, que gostava de ouvir as pequenas programações que eu já fazia em computadores rudimentares, na época. No início dos anos 90 também fiquei muito animado com a computação ouvindo umas fitas k7, acredito que patrocinadas pela SBD, em que ouvi o Prof. Jayme de Oliveira Filho falar maravilhas da informatização do consultório.

Como surgiu o Dermlist? De onde surgiu a idéia de um fórum mundial?

Quando fui ao Meeting de 1986 em Washington, praticamente ninguém sabia o que significavam grandes flâmulas expostas, com três letrinhas: WWW. Nem eu! A Internet estava se popularizando.

Voltei do congresso com um bom equipamento para navegação, e logo descobri as ferramentas de busca, no seu início, e a partir daí, encontrar a lista americana pioneira RxDerm foi um pulo! Havia também um artigo recente de Arthur Huntley e cols, sobre Internet, no Jornal da Academia Americana de Dermatologia. Passei então a ser um assíduo participante do RxDerm, e logo fui convidado a ser editor para a publicação em português desta revista. Na lista americana conheci alguns colegas brasileiros, e sentindo que havia espaço para uma lista em português, e já sabendo como administrar uma lista, formatamos o Dermlist.

Qual o objetivo de sua criação?

A possibilidade de uma ampla divulgação do conhecimento dermatológico, sem barreiras, para dermatologistas em todos os quadrantes do globo, a custo mínimo, de forma imediata, para seu aprimoramento profissional.
Qual a importância de ter um fórum que reúne profissionais de 17 países, mas falando apenas a língua portuguesa?
Como fomos os pioneiros, muitos colegas de outros países foram se inscrevendo, enquanto surgiam grupos similares em seus próprios países. E praticamente todos nos entendem, e vice-versa, devido às grandes semelhanças das duas línguas. Uma época até se inscreveram um colega da Grécia e outro da Arábia Saudita, que usavam tradutor online. E participavam, após traduzirem do português para inglês e vice-versa, enviando suas sugestões.

Quem constrói o Dermlist? Qual sua periodicidade?

Eu mesmo monto o Dermlist. Nos primeiros anos era apenas texto simples mesmo, nos sistemas de email (tal qual a RxDerm até hoje ainda é!). Depois, passamos a fazer em doc, com mais recursos, posteriormente aprendi a trabalhar com Netscape Composer e Front Page, fazendo em html. Atualmente, temos uma parceria com o Instituto John D. Stiefel que, através da empresa 3DGarage, faz a página em asp. Este modelo básico foi construído por eles especialmente para o Dermlist, e fui bem treinado para montar as edições. Nos primeiros anos, o Dermlist era enviado diariamente. Depois, fomos percebendo que era melhor assimilado se fossem três edições semanais – e é este o modelo que estamos usando até hoje.

Como são escolhidos os temas de cada jornal?

São casos clínicos ou pedidos de sugestões colocados pelos próprios participantes (denominados dermlisters). Ocasionalmente, colocamos um caso ou situação para discussão, dependendo de alguns fatores. Estamos também trabalhando há algum tempo no projeto de INTEGRACAO LATINO- AMERICANA EM DERMATOLOGIA, e toda semana trazemos casos das listas venezuelana e colombiana para apreciação por parte dos dermlisters. Há uns três anos, fizemos uma interessante enquete entre nossos colegas, sobre o que mais gostariam de ver discutido, e estamos implementando este desejo. Agora, através desta parceria com o Instituto, ficará mais fácil colocar isso em prática.
De que forma essa interação é importante para a SBD e os médicos dermatologistas de todo o país?
Desde o inicio, adotamos o critério de só inscrevermos sócios da SBD, em qualquer categoria, ou então estagiários ou residentes ainda não-sócios, mas mediante apresentação por parte do staff. Esta triagem é importante, principalmente se considerarmos a "liberdade" da rede, e um país onde infelizmente ainda ocorre tanta automedicação e/ou condutas/procedimentos passíveis de serem encetados por profissionais que não são de nossa área.
Adicionalmente, permite aos vários colegas de nossa lista, com altos cargos na SBD, ter um perfil do/a dermatologista atuante no Brasil, desde aqueles instalados nos grandes centros como os de pequenas cidades do país. Acho que importante para a SBD este feedback.

Qual a ligação do Dermlist com o Instituto John D. Stiefel?

Por iniciativa da Dra. Patricia Pertel, que já havia sido apresentada ao Dermlist quando ainda residente, surgiu a idéia da parceria. Como o Instituto é totalmente voltado para o aperfeiçoamento profissional do dermatologista, ela identificou no Dermlist um parceiro para seus objetivos, e convidou-nos para esta feliz participação!

As informações disponíveis nesta Newsletter foram publicadas por terceiros. O Instituto John D. Stiefel não necessariamente compartilha com as opiniões destas informações e nem se responsabiliza pela exatidão de seu conteúdo e nem pelas condutas ou parâmetros de trabalho

Acerca de PIEL-L

Mesa de redacción de Piel Latinoamericana. Donde recibimos casos, aportes e información de interés para la comunidad latinoamericana dermatólogica

3 comentarios

  1. Rolando Hernández Pérez

    Entrevista realizada al amigo Georege B Leal, pionero de la Teledermatología en el mundo.
    Este es un testimonio de su evolución y gran aporte a la comunicación científica dermatológica.

  2. Amigo Rolando,
    obrigado por divulgar esta entrevista. E’ muita bondade sua!
    um abraco,
    george

  3. Thomas de Aquino Paulo Filho

    Parabenizo Dr. Rolando pela bela entrevista com o Dr. George Leal. Sou seu amigo de longa data desde os tempos de residencia médica no Hospital Central do IASERJ na cidade do Rio de Janeiro.

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