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SUBCISION® No Tratamento Da Celulite

Dra. Doris Hexsel
Apresentamos aqui um resumo de algumas das nossas publicações sobre a Subcision® no tratamento da celulite e, também, outras referencias que fundamentam o seu uso nesta indicação.

            A celulite é caracterizada por alterações da superfície cutânea, depressões e abaulamentos, que conferem à pele um aspecto de casca de laranja, queijo cottage ou acolchoado1,2. Os locais mais acometidos são as nádegas e as coxas, sendo mais comum nas mulheres do que nos homens, principalmente após a puberdade e em pacientes obesas3.

            A Subcision® é uma técnica cirúrgica ambulatorial que consiste na secção de septos fibrosos por meio de uma agulha BD NoKor® 18G  ou bisturi especial. Foi desenvolvida e registrada por Orentreich e Orentreich para o tratamento de várias depressões cutâneas, incluindo cicatrizes e rugas da face.4 O termo Subcision® deriva da expressão Subcutaneous Incisionless Surgery e significa cirurgia do subcutâneo sem incisão.5 Posteriormente, Hexsel e Mazzuco desenvolveram esta técnica para a correção de alterações do relevo corporal, como a celulite e as seqüelas de lipoaspiração.3,6

A Subcision® age por meio de três mecanismos de ação: a secção dos septos fibrosos do sistema músculo-aponeurótico superficial, localizados na gordura subcutânea, liberando a tração que tais septos impõem à pele; a formação de um novo tecido conectivo, a partir do hematoma formado, ocasionando preenchimento autólogo da área deprimida e a redistribuição das forças de tração e tensão dos lobos de gordura promovida pela secção dos septos.1,3-5

As principais contra-indicações para a Subcision® são, na sua maioria, relativas e estão listadas a seguir: lesões em casca de laranja ou queijo cottage, alterações de coagulação ou doenças graves e/ou descompensadas, história de cicatrizes hipertróficas ou quelóides, gestação, infecção local ou sistêmica e uso de medicamentos que interagem com o processo de coagulação ou com os anestésicos locais.5

         No pré-operatório recomenda-se a suspensão das medicações que interferem na agregação plaquetária e a redução da ingestão de compostos contendo ferro, com o objetivo de prevenir e reduzir a hemossiderose no período pós-operatório.2,3 É recomendada antibioticoterapia profilática, com ciprofloxacina na dose de 500mg a cada 12 horas por 3 dias, iniciando 6 horas antes do procedimento. Sugere-se também a realização de hemograma e de coagulograma na semana anterior ao procedimento.2,3

         Os principais cuidados pós-operatórios são o uso de roupa compressiva por 30 dias e suspensão de exercícios físicos e massagens locais por um período de duas semanas a um mês. No entanto, atividades rotineiras podem ser realizadas normalmente.5

A Subcision® é uma técnica cirúrgica simples, efetiva, segura, com excelente custo-benefício e de grande utilidade não apenas para o tratamento da celulite de graus elevados, mas em outras indicações em Dermatologia Cirúrgica e Cosmética. Ela está associada raras complicações, desde que seja corretamente indicada e executada.

        

Referências:

1.     Hexsel D, Dal´Forno T, Hexsel C, Rodrigues TC. Cellulite Severity  Scale. J Am Acad Dermatol 2007;56(2):Poster 575.

2.     Hexsel D.M., Body repair. In: Parish CL, Brenner S, Ramos-e-Silva M. eds.  Women's Dermatology – From Infancy to Maturity. London: Parthenon Publishing Group; 2001:586-595.

3.      Hexsel DM, Mazzuco, R. Subcision: a treatment for cellulite. Int J Dermatol. 39: 539-544, 2000.

4.      Orentreich DS, Orentreich, N. Subcutaneous incisionless (Subcision®) surgery for the correction of depressed scars and wrinkles. Dermatol Surg. 1995; 21: 543-549.

5.      Hexsel, D, Mazzuco R. Subcision. In: Goldman M, Hexsel DM, Bacci PA, Leibashoff G. Cellulite: Pathophysiology and Treatment. Marcell-Dekker: New York, 2006:251-262.

6.      Hexsel DM, Mazzuco, R. Subcisão: uma alternativa cirúrgica para a lipodistrofia ginóide ("celulite") e outras alterações do relevo corporal. An Bras Dermatol. 1997: 72: 27-32.

Acerca de Hexsel D. | Piquero Casals. V.

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